June 3, 2019 / 2:44 PM / in 4 months

Partido Social-Democrata alemão busca novo líder e questiona coalizão

Andrea Nahles, líder do Partido Social-Democrata alemão, chega para entrevista coletiva em Berlim 03/06/2019 REUTERS/Hannibal Hanschke

BERLIM (Reuters) - O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) debateu nesta segunda-feira nomear três líderes interinos depois que Andrea Nahles renunciou e correligionários chocados com a popularidade declinante do partido pediram o fim de sua coalizão frágil com a chanceler Angela Merkel.

Andrea, a maior defensora da decisão relutante do SPD de formar uma terceira “grande coalizão” com os conservadores de Merkel, renunciou nesta segunda-feira na esteira do desempenho desastroso da sigla nas eleições parlamentares europeias do final de semana passado.

Os eleitores puniram o SPD por sua decisão de entrar como parceiro de uma coalizão de governo de último caso com resultados cada vez mais desastrosos nas urnas, que culminaram na derrota do partido em seu reduto da cidade de Bremen depois de 70 anos no último final de semana.

Para dar tempo para um novo líder permanente se instalar, fontes do SPD disseram que o executivo do partido propôs nomear três líderes interinos: Manuela Schwesig e Malu Dreyer, premiês dos Estados de Meckemburgo-Pomerânia Ocidental e Renânia-Palatinado, respectivamente, e Thorsten Schaefer-Guembel, que comanda o SPD no Estado de Hesse.

Annegret Kramp-Karrenbauer, líder da União Democrata-Cristã (CDU) conservadora de Merkel, apelou ao SPD para que continuasse na aliança de governo, da qual os social-democratas são sócios minoritários.

“A Alemanha precisa ser capaz de agir e estar pronta para o futuro, e realmente esperamos que os social-democratas tomem sua decisão para que isto continue a ser possível”, disse Annegret aos repórteres.

A coalizão governista deve durar até 2021, mas uma votação de meio de mandato no outono pode ser uma oportunidade para o SPD se retirar da aliança – uma possibilidade que tem um apelo cada vez maior para partidários cansados de dividir o poder com os conservadores.

“Acredito que um rompimento com a coalizão tem que acontecer”, disse Simone Lange, prefeita do SPD em Flensburg, cidade do norte alemão, que disputou a liderança da sigla com Andrea no ano passado. “A pergunta é quando é a hora certa de fazê-lo”.

As opções do SPD não são atraentes. Eleições antecipadas provavelmente dizimariam um partido que hoje aparece em terceiro nas pesquisas de opinião, atrás dos Verdes. Mas o SPD está tendo dificuldades para apelar à sua base tradicional da classe trabalhadora enquanto seus líderes dividem o poder com Merkel.

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