July 3, 2019 / 10:57 PM / 2 months ago

Primeira-ministra britânica pede que seu sucessor fortaleça a união entre nações

Primeira-ministra britânica, Theresa May, é vista saindo de Downing Street, em Londres. 3/7/2019. REUTERS/Peter Nicholls

LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, demissionária, pedirá que seu sucessor fortaleça os laços entre Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, numa crítica velada aos companheiros de partido que prefeririam o Brexit à união entre os países do reino. 

Ambos os candidatos à substituir May, o ex-prefeito de Londres Boris Johnson e o ministro de Relações Exteriores Jeremy Hunt, dizem que querem fortalecer a união entre as quatro nações que integram o Reino Unido. 

Mas os dois também estão dispostos a tirar o país da União Europeia sem acordo, caso um entendimento não seja alcançado com o bloco, resultado que, segundo outros ministros, poderia favorecer a independência da Escócia. 

Em discurso na Escócia nos últimos dias de seu mandato, May marcará os 20 anos da devolução da Escócia, Gales e Irlanda do Norte dizendo que acredita que seu sucessor trabalhará para fortalecer os laços entre os países da união. 

“O cargo de primeiro-ministro do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte traz privilégios e responsabilidades que você só sente quando a porta preta fecha atrás de você”, dirá May, em referência à porta de sua residência oficial de Downing Street. 

“Uma das primeiras e maiores é a obrigação em fortalecer a União - governar em nome de todo o Reino Unido”, dirá May, de acordo com trechos de seu discurso liberados por seu gabinete. 

O sucessor de May assumirá o cargo ainda neste mês e sua primeira tarefa será tentar quebrar o impasse no parlamento sobre o Brexit e terminar a incerteza sobre se, quando e como o Reino Unido deixará a UE. 

Johnson e Hunt já disseram que querem assegurar um acordo com a UE para conseguir um Brexit mais suave e minimizar os transtornos para empresas. 

Pedidos por um novo referendo de independência da Escócia cresceram desde o plebiscito do Brexit. A Escócia rejeitou sua independência com uma maioria de 55% a 45% por cento em um referendo em 2014. 

Reportagem de Elizabeth Piper

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below