July 11, 2019 / 2:14 PM / 2 months ago

Conversas do governo da Venezuela com oposição terminam sem anúncio de acordo

CARACAS (Reuters) - As conversas entre o governo da Venezuela e a oposição sobre como lidar com a crise política do país terminaram na quarta-feira sem o anúncio de um acordo.

Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e enviado europeu Enrique Iglesias em Caracas 09/07/2019 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

“Esta rodada de conversas para o diálogo e a paz em Barbados foi concluída”, escreveu no Twitter o ministro da Informação, Jorge Rodríguez, que comandou a delegação governamental, na noite de quarta-feira, descrevendo os encontros como “um intercâmbio bem-sucedido promovido pelo governo da Noruega”.

Representantes do governista Partido Socialista se encontraram com adversários do presidente Nicolás Maduro nesta semana em Barbados, como parte das conversas cuja meta é destravar um impasse político resultante da contestada reeleição de Maduro em 2018.

Uma fonte da oposição venezuelana que pediu para não ser identificada disse que os dois lados podem se reencontrar em Barbados na segunda-feira.

A assessoria de imprensa do líder opositor Juan Guaidó, que foi reconhecido por mais de 50 países como o governante legítimo da Venezuela, disse que a oposição emitiria um comunicado sobre as negociações.

O Ministério das Relações Exteriores norueguês não quis comentar o progresso das conversas.

Nos últimos dias, circularam rumores de que a oposição estava pleiteando uma eleição presidencial dentro de nove meses, sem Maduro no poder durante a votação.

O vice-presidente do Partido Socialista, Diosdado Cabello, figura influente no governo Maduro, refutou na noite de quarta-feira a ideia de que uma eleição presidencial esteja sendo preparada.

“Aqui não há eleições presidenciais, aqui o presidente se chama Nicolás Maduro”, afirmou Cabello durante uma transmissão televisiva.

A Venezuela está sofrendo um colapso econômico hiperinflacionário que resultou em desnutrição e doenças e desencadeou um êxodo de mais de 4 milhões de cidadãos.

Em janeiro, Guaidó invocou a Constituição para assumir uma Presidência interina rival depois de declarar a reeleição de Maduro uma fraude.

Por Brian Ellsworth e Mayela Armas, em Caracas; Reportagem adicional de Gwladys Fouche, em Oslo

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below