August 23, 2019 / 3:29 PM / 24 days ago

Travessia de navio militar dos EUA pelo Estreito de Taiwan pode elevar tensão com Pequim

WASHINGTON (Reuters) - Um navio da Marinha dos Estados Unidos atravessou o Estreito de Taiwan nesta sexta-feira, voltando a atiçar um dos atritos crescentes no relacionamento dos EUA com a China.

Bandeiras de Taiwan durante protestos em Hong Kong 16/06/2019 REUTERS/James Pomfret

Os militares dos EUA aumentaram a frequência de suas movimentações de transporte pela rota marítima estratégica diante da oposição da China.

A travessia desta sexta-feira cria o risco de exasperar tensões bilaterais já estimuladas por uma guerra comercial, mas provavelmente será vista pela autoadministrada Taiwan como uma demonstração de apoio do governo do presidente Donald Trump.

Neste mês, a China repudiou a venda de armas dos EUA a Taiwan, e em julho disse estar pronta para a guerra se houver qualquer gesto de Taiwan com vista à independência.

Pequim vem aumentando a pressão para afirmar sua soberania sobre a ilha, que considera uma província rebelde.

A comandante Reann Mommsen, porta-voz da Sétima Frota da Marinha dos EUA, disse que o trânsito do navio pelo estreito – uma rota de 180 quilômetros de largura que separa Taiwan da China – “demonstra o comprometimento dos EUA com um Indo-Pacífico livre e aberto”.

Reann identificou a embarcação como o Green Bay, um navio anfíbio de transporte.

O Ministério da Defesa de Taiwan disse em um comunicado que seus militares estão totalmente a par da situação no estreito e que o monitoram atentamente, sem fazer menção direta ao navio norte-americano.

Washington não tem laços formais com Taiwan, mas é obrigado por lei a ajudar a defender a ilha-nação e é sua principal fonte de armas.

Neste mês, os EUA aprovaram a possível venda de caças F-16 no valor de 8 bilhões de dólares a Taiwan, que recentemente revelou seu maior aumento nos gastos de defesa em mais de uma década.

A travessia do Green Bay também coincidiu com manifestações em Hong Kong contra a percepção de uma erosão das liberdades na ex-colônia britânica, que voltou ao controle chinês em 1997.

Pequim reagiu com contundência aos protestos e acusou países estrangeiros, incluindo os EUA, de fomentarem os tumultos.

Reportagem adicional de Yimou Lee em Taipei e Ben Blanchard em Pequim

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