September 10, 2019 / 12:09 PM / 9 days ago

Líder de Hong Kong alerta para interferência e escalada da violência

HONG KONG (Reuters) - A interferência de Parlamentos estrangeiros nos assuntos de Hong Kong é profundamente lamentável, disse a líder da cidade controlada pela China, Carriem Lam, nesta terça-feira, acrescentando que uma escalada da violência não conseguirá resolver questões sociais no polo financeiro asiático.

Manifestante vestido de Estátua da Liberdade participa de protesto em Hong Kong 08/09/2019 REUTERS/Kai Pfaffenbach

Apoiada pelo governo chinês, Lam falava depois de mais um final de semana de confrontos às vezes violentos na ex-colônia britânica. A polícia disparou gás lacrimogêneo durante verdadeiras perseguições de gato e rato com os manifestantes, que em certos momentos destruíram vitrines e atearam fogo nas ruas.

“É extremamente inadequado Parlamentos estrangeiros interferirem nos assuntos internos da HKSAR de qualquer maneira, e não permitiremos que (os Estados Unidos) se tornem participantes dos assuntos da HKSAR”, disse Carrie, referindo-se à cidade pela sigla de região administrativa especial da China.

No domingo, milhares de manifestantes protestaram diante do consulado dos EUA, alguns com a bandeira norte-americana, pedindo ajuda para levar democracia a Hong Kong.

Os manifestantes pediram que o Congresso dos EUA aprove uma legislação que exigiria que os EUA façam uma avaliação anual para determinar se Hong Kong é suficientemente autônoma da China continental para manter benefícios comerciais e econômicos dos EUA.

Hong Kong voltou ao controle da China mediante a fórmula “um país, dois sistemas”, que garante liberdades inexistentes na China continental. Mas muitos de seus moradores temem que Pequim esteja erodindo continuamente essa autonomia.

A China nega interferir na cidade, e autoridades chinesas acusaram forças estrangeiras de tentarem prejudicar Pequim provocando caos em Hong Kong. Elas também alertaram forasteiros a não se intrometerem no que classificam como um assunto interno.

Indagada a respeito dos protestos diante do consulado dos EUA e do apelo de Lam para que Parlamentos estrangeiros não interfiram, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, disse que seu país se opõe resolutamente à interferência de qualquer governo estrangeiro nos assuntos da China.

As manifestações estão abalando a economia de Hong Kong, que está à beira de sua primeira recessão em uma década. A chegada de turistas recuou 40% em agosto na comparação anual.

Em seu primeiro discurso mencionando os tumultos, o bilionário Li Ka-shing exortou os líderes políticos a buscarem a paz com os jovens, qualificando-os como “mestres do futuro”.

Reportagem adicional de Ben Blanchard, em Pequim

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