September 10, 2019 / 11:35 PM / 2 months ago

Candidato da oposição conquista assento em assembleia de Moscou com ajuda de votos de militares

MOSCOU (Reuters) - Um candidato da oposição russa ganhou uma rara cadeira no Legislativo de Moscou com a ajuda de alguns votos do Exército, mostraram dados da eleição, sugerindo que o descontentamento com a queda nos padrões de vida pode ter atingido alguns setores das Forças Armadas.

Sergei Mitrokhin participa de manifestação em agosto 31/08/2019 REUTERS/Tatyana Makeyeva

Sergei Mitrokhin conquistou sua cadeira na eleição de domingo ao triunfar parcialmente em duas das quatro seções eleitorais próximas à principal sede do Exército russo, que receberam famílias de militares em massa, segundo dados da Reuters.

Mitrokhin, que representa o partido Yabloko, de oposição, havia participado de uma onda de protestos contra a exclusão de outros candidatos da oposição nas semanas que antecederam a eleição.

Ele conquistou 39% e 32% dos votos, mais do outros candidatos, nas seções próximas ao Ministério da Defesa em Moscou, onde aproximadamente 1.140 militares e seus familiares votaram, segundo autoridades eleitorais. No geral, Mitrokhin conquistou mais de 50% dos votos registrados na área.

O sistema eleitoral da Rússia permite que militares e suas famílias sejam registrados para votar nas instalações do Ministério da Defesa apesar de residirem em outras vizinhanças ou até mesmo fora da capital.

Esses votos ajudaram candidatos a favor do Kremlin a conquistar a vitória em eleições anteriores na região central de Moscou, mesmo com forte presença da oposição.

Durante a votação de domingo, Mitrokhin, que inicialmente fora impedido pela comissão eleitoral local de concorrer, disse à Reuters que pensava que a pressão para que soldados votassem nas seções poderia afetar suas chances de ganhar um assento no Legislativo de Moscou.

Quando pediram nesta terça-feira para explicar sua eleição apesar dos votos militares, ele disse: “Não sei o que aconteceu.”

Ao menos seis soldados russos disseram à Reuters durante a votação de domingo que foram coagidos por seus superiores a votar. Algumas das fontes também alegaram receber pedidos de evidências fotográficas que comprovassem quem haviam apoiado.

O partido governista Rússia Unida perdeu um terço de seus assentos na assembleia de Moscou, mas ainda assim manteve a maioria.

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