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Testes mais amplos para coronavírus serão cruciais para EUA suspenderem bloqueios, dizem especialistas

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos precisam acelerar os testes de coronavírus conforme a Casa Branca considera quando e como suspender confinamentos e restrições de circulação por conta da pandemia, disseram neste domingo especialistas em saúde dos EUA.

Mais de 2 milhões de testes foram realizados no país até agora, mas os testes não estão disponíveis para muitos que precisam deles, disse o Dr. Stephen Hahn, comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês).

“Precisamos fazer mais, não há dúvidas sobre isso”, disse Hahn à emissora ABC.

A falta de testes adequados dificultou a resposta dos EUA à pandemia, que já matou mais de 21.600 pessoas no país e infectou mais de meio milhão.

Na semana passada, o presidente Donald Trump minimizou a importância dos testes.

“Não é necessário, mas seria algo bom de se ter”, disse.

Mas os principais especialistas da força-tarefa para o coronavírus na Casa Branca deixaram claro que os testes são importantes, particularmente com o país já se organizando para dar os primeiros passos em direção à reabertura, uma medida que o presidente disse querer adotar o mais rápido possível.

Os governadores de Nova York e Nova Jersey, bem como o prefeito da cidade de Nova York pediram mais kits de teste neste domingo.

“A realização de mais testes, tanto de diagnósticos quanto de anticorpos, será realmente necessária à medida que chegarmos a maio e aos meses de verão, e depois ao outono”, disse Hahn.

O teste de diagnóstico determina se alguém está infectado com o vírus e o teste de anticorpos mostra quem foi infectado e, portanto, é imune. Ambos serão importantes para levar as pessoas de volta ao local de trabalho e conter o vírus, disseram os especialistas.

“Quando alguém começa a suspender algumas dessas restrições, sabemos que haverá pessoas que serão infectadas. Quero dizer, isso é apenas realidade”, disse o Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, à CNN.

“A questão crítica é ser capaz de, em tempo real, identificar, isolar e rastrear. Isso é chamado de contenção.”

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