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UE pede que países coordenem estratégias para fim de quarentena

BRUXELAS (Reuters) - A Comissão Europeia pediu que os países da União Europeia trabalhem de forma coordenada agora que começam a amenizar as medidas de isolamento social, alertando que uma falta de coordenação pode resultar em novos picos na epidemia de coronavírus.

Pessoas em fila para entrar em supermercado de Madri 14/04/2020 REUTERS/Sergio Perez

Vários Estados da UE anunciaram planos ou já começaram a relaxar as restrições impostas para conter o surto, e cresce a pressão para reativar suas economias combalidas.

O braço executivo da UE, que não tem poder para ditar diretrizes de saúde para as 27 nações, vem pedindo uma abordagem comum porque os membros do bloco agiram independentemente uns dos outros no combate ao vírus e agora estão procedendo da mesma maneira em suas estratégias de saída do isolamento.

“É hora de desenvolver uma estratégia de saída coordenada”, disse a comissão no esboço de um conjunto de recomendações que deve ser adotado nesta semana.

“A estratégia de saída deveria ser coordenada entre os Estados-membros para evitar efeitos negativos de transbordamento”.

As medidas de confinamento só devem ser amenizadas depois que a disseminação da doença tiver diminuído consideravelmente ao longo de um período de tempo prolongado e quando os hospitais tiverem capacidade suficiente para lidar com novos picos prováveis de infecções, de acordo com as recomendações da comissão.

Mas os governos sofrem pressões cada vez maiores para suavizar os isolamentos, já que o impacto desastroso da pandemia de coronavírus na economia global se tornou claro. A comissão estimou que a produção da zona do euro pode encolher 10% neste ano.

Na Itália, o primeiro país da UE a ser atingido duramente pelo vírus, dezenas de negócios receberam permissão para reabrir nesta terça-feira, incluindo livrarias, papelarias e lojas de moda infantil, mas medidas de confinamento severas continuam em vigor.

A Espanha, que mantém um dos isolamentos mais rígidos da Europa, permitiu que alguns setores, como construção e manufatura, voltassem a funcionar na segunda-feira, e a Polônia anunciou nesta terça-feira que relaxará as restrições às lojas a partir de 19 de abril.

Outros países foram mais longe. A Dinamarca deve reabrir as escolas em 15 de abril, e a Áustria permitiu que grandes lojas retomassem as atividades nesta terça-feira e planeja reabrir os shopping centers no dia 1º de maio.

O temor dos efeitos de transbordamento pode acabar obrigando governos a trabalharem juntos. A China, onde a pandemia surgiu em dezembro, não comunica nenhum caso novo local da Covid-19 há dias, mas ainda está relatando novas infecções de pessoas vindas do exterior.

Por Francesco Guarascio e Gabriela Baczynska

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