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Alemanha adota abordagem “descentralizada” no rastreamento de infecções

BERLIM (Reuters) - A Alemanha alterou o rumo no domingo sobre qual tipo de tecnologia de smartphone quer usar para rastrear infecções por coronavírus, defendendo uma abordagem apoiada por Apple e Google, além de um número crescente de outros países europeus.

Os países estão buscando desenvolver aplicativos para fornecer uma imagem detalhada do risco de pegar o coronavírus devido à dificuldade de quebrar a cadeia de infecção, uma vez que pode ser disseminada por quem não apresenta sintomas.

O chefe da Chancelaria, Helge Braun, e o ministro da Saúde, Jens Spahn, disseram em um comunicado conjunto que Berlim adotará uma abordagem “descentralizada” no rastreamento de contatos digitais, abandonando assim uma alternativa doméstica que daria às autoridades de saúde controle central sobre os dados de rastreamento.

Na Europa, a maioria dos países escolheu Bluetooth “handshakes” de curto alcance entre dispositivos móveis como a melhor maneira de registrar um contato em potencial, mesmo que não forneça dados de localização.

Mas eles têm discordado sobre o registro desses contatos em dispositivos individuais ou em um servidor central - o que seria mais diretamente útil para as equipes de rastreamento de contatos existentes que trabalham com telefones e batem nas portas para avisar aqueles que podem estar em risco.

Sob a abordagem descentralizada, os usuários podem optar por compartilhar seu número de telefone ou detalhes de seus sintomas - tornando mais fácil para as autoridades de saúde entrar em contato e dar conselhos sobre o melhor curso de ação no caso de serem considerados em risco.

Esse consentimento, no entanto, seria fornecido no aplicativo, e não faria parte da arquitetura central do sistema.

A Alemanha apoiou na sexta-feira um padrão centralizado chamado rastreamento de proximidade de preservação de privacidade pan-europeu (PEPP-PT), que precisaria da Apple, em particular, para alterar as configurações de seus iPhones.

Quando a Apple se recusou a ceder, não havia outra alternativa a não ser mudar de rumo, disse uma fonte sênior do governo.

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