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Argentina supera 100 mil casos confirmados de coronavírus

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina ultrapassou 100 mil casos de novas infecções por coronavírus no domingo, enquanto luta para conter taxas crescentes no país, apesar de uma quarentena rigorosa imposta à capital Buenos Aires e a seus arredores.

Manifestantes protestam contra medidas de quarentena em Buenos Aires 09/07/2020 REUTERS/Agustin Marcarian

O Ministério da Saúde informou que 2.657 novos casos confirmados da noite nas últimas 24 horas elevaram o total do país a 100.166.

A Argentina impôs uma quarentena rigorosa em meados de março para conter a pandemia e aliviou um pouco as restrições em maio, mas as restabeleceu no final de junho para Buenos Aires e arredores devido ao aumento nos casos.

O número de mortes por Covid-19 na Argentina chegou a 1.845, um índice muito distante dos 71.469 registrados no Brasil até domingo e dos 11.682 no Peru.

No entanto, os casos confirmados chegaram a quatro dígitos por dia no início de junho e atingiram ao menos 3.000 nos últimos quatro dias.

Carla Vizzotti, vice-ministra da Saúde, disse que a quarentena será mantida enquanto os hospitais continuarem a encher.

“O que queremos fazer é...diminuir a transmissão do vírus e ganhar mais tempo para que o serviço de saúde possa responder”, afirmou ela.

Mauro Grossman, médico do Hospital Ezeiza, em Buenos Aires, disse à Reuters que acredita que o pico da doença está se aproximando. “Acreditamos que esse pico atingirá o platô e não cairá por um tempo”, afirmou. “Esta é a coisa mais perigosa, estar no pico por um longo tempo, é isso que fará os leitos se encherem muito mais rapidamente e os leitos de terapia intensiva ficarem rapidamente ocupados.”

Cerca de 13 milhões de infecções pelo coronavírus foram confirmadas em todo o mundo e ao menos 568.500 pessoas morreram, segundo uma contagem da Reuters.

O coronavírus também atingiu fortemente a economia argentina, que entrava no terceiro ano de recessão, em uma época em que o país busca reestruturar 65 bilhões de dólares em dívidas.

(Texto de Aislinn Laing)

Tradução Redação Rio de Janeiro, +5521 2223 7141 REUTERS DM ES

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