for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Irã promete "lidar decisivamente" com novos protestos

DUBAI (Reuters) - O Irã prometeu nesta sexta-feira lidar “decisivamente” com mais protestos contra dificuldades econômicas, um dia depois que as forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes na cidade de Behbahan, no sudoeste do país.

Protesto em Berlim contra a pena de morte no Irã 17/07/2020 REUTERS/Fabrizio Bensch

Os governantes clericais do Irã tentaram impedir o ressurgimento dos protestos antigovernamentais de novembro passado, quando se estima que mais de 1.000 pessoas tenham sido mortas na mais fatal onda de violência nas ruas desde a Revolução Islâmica de 1979. Teerã alega que 225 pessoas foram mortas, incluindo membros das forças de segurança.

Na terça-feira, o Judiciário afirmou que as sentenças de morte de três homens envolvidos nessas manifestações foram confirmadas, provocando uma onda de protestos online.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a polícia pediu às pessoas que “evitem qualquer reunião que possa servir de pretexto para o movimento contra-revolucionário”, acusando “inimigos” de provocar descontentamento.

“A força policial tem um dever inerente e legal de lidar decisivamente com esses movimentos desesperados”, acrescentou o comunicado.

Vídeos publicados de dentro do país nas mídias sociais mostraram na quinta-feira manifestantes gritando: “Não temam, não temam, estamos nisso juntos!”. Alguns entoaram slogans contra autoridades de alto escalão.

Vídeos compartilhados no Twitter mostraram uma presença em massa de forças de segurança em várias cidades. A Reuters não conseguiu verificar os vídeos ou relatos de prisões.

“As pessoas estão com raiva. A economia está tão ruim que não podemos sobreviver”, disse um iraniano por telefone de Teerã na quinta-feira, pedindo para não ser identificado devido a questões de segurança.

A movimentação no ano passado começou com protestos por dificuldades econômicas, mas tornou-se política, com manifestantes exigindo que as principais autoridades renunciem.

O Irã consistentemente culpa os Estados Unidos e Israel pela agitação doméstica.

Texto de Michael Georgy

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up