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Irã executa homem condenado por espionagem para EUA e Israel

Um pôster de Qassem Soleimani, ex-chefe da Guarda Revolucionária que teria sido espionado por Mahmoud Mousavi-Majd. 06/01/2020. REUTERS/Naif Rahma.

(Reuters) - Um iraniano condenado por espionagem para as agências de inteligência dos Estados Unidos e de Israel foi executado nesta segunda-feira, de acordo com a agência de notícias oficial do Irã, Irib.

No mês passado, o Poder Judiciário afirmou que Mahmoud Mousavi-Majd, que foi preso em 2018, tinha espionado o ex-chefe da Guarda Revolucionária Qassem Soleimani, acrescentando, no entanto, que o caso não estava relacionado ao assassinato de Soleimani no início deste ano.

Em 3 de janeiro, um ataque com drones dos Estados Unidos ao Iraque matou Soleimani, líder da Força Quds da Guarda Revolucionária. Washington acusou Soleimani de planejar ataques, pelas milícias alinhadas ao Irã, contra forças norte-americanas na região.

Uma reportagem veiculada na TV estatal iraniana nesta segunda-feira incluía imagens de Mousavi-Majd conversando sobre encontrar-se com contatos da Agência Central de Inteligência (CIA) e do Mossad, serviço secreto do Israel, além de áudio de uma suposta conversa entre ele e um agente da CIA em inglês.

Mousavi-Majd se mudou do Irã para a Síria com sua família quando criança e sua familiaridade com este país permitiu que ele coletasse informações sobre os assessores militares iranianos de lá, segundo a reportagem.

A execução ocorre no momento em que milhões de iranianos foram às mídias sociais para protestar contra as sentenças de morte contra três homens acusados de participar de protestos contra o governo em novembro do ano passado.

Por Babak Dehghanpisheh

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