for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Tribunal de Mineápolis tem audiência sobre recurso contra sigilo em caso Floyd

Advogado de policial acusado em caso George Floyd do lado de fora de tribunal após audiência em Mineápolis 29/06/2020 REUTERS/Nicholas Pfosi

(Reuters) - Um juiz da cidade norte-americana de Mineápolis fará uma audiência nesta terça-feira para analisar um pedido de veículos de mídia e advogados de defesa para relaxar uma ordem de sigilo no caso contra quatro policiais acusados de matar George Floyd, o que desencadeou um movimento antirracismo global.

Peter Cahill, juiz do condado de Hennepin, emitiu a ordem de sigilo no dia 9 de julho, proibindo que as partes falem a respeito do caso em público e restringindo o acesso a registros do caso. Cahill disse que a publicidade antes do julgamento poderia predispor o júri e prejudicar o direito a um julgamento justo.

Um dos ex-policiais, Derek Chauvin, de 44 anos, pressionou o pescoço de Floyd contra o chão com o joelho no dia 25 de maio, quando ele e três ex-colegas o prenderam em um bairro de Mineápolis. Mais tarde, Floyd foi declarado morte em um hospital.

O incidente, filmado por observadores, provocou protestos enormes e contínuos contra a injustiça racial e clamores por reformas nas polícias dos Estados Unidos.

Várias organizações de notícias, como CNN, CBS e New York Times, estão argumentando que a ordem interfere em seus direitos constitucionais de liberdade de expressão.

A ordem de sigilo restringe não somente uma “gama incrivelmente ampla de expressão das partes e seus advogados, mas também sujeita um número impressionante de indivíduos não envolvidos nestes processos às mesmas restrições”, disseram as organizações em um documento legal.

Chauvin é acusado de homicídio doloso. J. Alexander Kueng, Tou Thao e Thomas Lane, os outros três ex-policiais, são acusados de cumplicidade no caso.

Os advogados dos quatro acusados também apresentaram objeções à ordem de silêncio, argumentando que ela está privando seus clientes do direito à liberdade de expressão. Eles sustentaram que limitar a veiculação midiática de vídeos e outros registros do incidente pode levar o público a ter uma visão unilateral do caso que pode beneficiar a acusação.

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up