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UE planeja enfrentar escassez de remédios para Covid-19 causada por cortes de orçamento

BRUXELAS (Reuters) - Uma decisão de concentrar seu poder de fogo fiscal na recuperação econômica forçou a União Europeia a reduzir acentuadamente os planos para enfrentar a escassez crônica de remédios, inclusive tratamentos para Covid-19, atraindo sua capacidade produtiva de volta da Ásia.

Bandeira da União Europeia do lado de fora da sede da Comissão Europeia em Bruxelas 16/07/2020 REUTERS/Yves Herman

Como parte de um acordo orçamentário firmado para reativar a economia, que acertaram no início de terça-feira depois de uma longa cúpula, líderes da UE cortaram em 80% os gastos planejados com saúde até 2027.

Há anos o bloco sofre com a falta de remédios essenciais, inclusive vacinas e antibióticos, e agora passa dificuldades para comprar medicamentos necessários para pacientes de Covid-19 em unidades de tratamento intensivo.

Para tratar destes problemas, sua comissão executiva propôs criar da estaca zero um orçamento de saúde comum de sete anos no valor de 9,4 bilhões de euros.

A escassez se agravou durante a crise da Covid-19, já que as cadeias de suprimento foram interrompidas e países exportadores de remédio se voltaram a seus mercados internos. A UE é altamente dependente de remédios e ingredientes médicos da Índia e da China.

Mas, pressionados pela necessidade urgente de reativar a economia como um todo, líderes da UE reduziram os gastos da saúde a 1,7 bilhão de euros.

“Lamentamos que nossa proposta muito ambiciosa não tenha sido inteiramente seguida”, disse o porta-voz da comissão nesta quarta-feira, embora o novo orçamento da saúde tenha sido considerado “um bom ponto de partida”.

O bloco havia planejado oferecer incentivos financeiros para fabricantes de remédios transferirem parte de suas fábricas asiáticas para a Europa, mas agora podem ter que revisar seus planos.

A exposição da UE à carência de medicamentos, apesar de seu poder financeiro, está sendo explicitada no momento pelas dificuldades que enfrenta para comprar os analgésicos, anestésicos e remédios de ressuscitação necessários para tratar pacientes graves de Covid-19.

A comissão está avaliando ofertas desde que uma primeira licitação iniciada em 29 de junho em nome de 10 países do bloco fracassou, disse o porta-voz.

As propostas conjuntas almejam evita a disputa por remédios e equipamentos essenciais entre países-membros.

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