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Artefatos de cavernas mexicanas mostram chegada anterior de humanos à América do Norte

Pesquisadores entran em caverna em Zacatecas, México Devlin A. Gandy/via REUTERS

WASHINGTON (Reuters) - Objetos de pedra desenterradas em uma caverna no centro do México e outras evidências de 42 sítios arqueológicos indicam que humanos chegaram à América do Norte --um marco na história da humanidade-- mais cedo do que se sabia anteriormente, há mais de 30.000 anos.

Cientistas disseram na quarta-feira que encontraram 1.930 objetos de calcário, incluindo lâminas finas que podem ter sido usadas para cortar carne e pequenas pontas que podem ter sido usadas como pontas de lança, indicando presença humana na Caverna de Chiquihuite em uma região montanhosa do Estado de Zacatecas, no México.

Os utensílios têm entre 31.000 e 12.500 anos, disse o arqueólogo Ciprian Ardelean, da Universidade Autônoma de Zacatecas, principal autor de um dos dois estudos publicados na revista Nature. O local foi ocupado periodicamente por milênios por caçadores-coletores nômades.

No segundo estudo, evidências de 42 lugares na América do Norte e a localização de uma ponte terrestre que ligou a Sibéria ao Alasca durante a última Era Glacial indicaram presença humana datada de pelo menos uma época chamada Último Máximo Glacial, quando as camadas de gelo cobriam grande parte no continente, cerca de 26.000 a 19.000 anos atrás e imediatamente depois.

A pesquisa também implicou seres humanos nas extinções de muitos mamíferos grandes da Era do Gelo, como mamutes e camelos.

Nossa espécie apareceu pela primeira vez há cerca de 300.000 anos na África, se espalhando pelo mundo depois. As novas descobertas contradizem a visão convencional de que as primeiras pessoas chegaram às Américas há cerca de 13.000 anos.

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