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Estigma do HIV ainda é predominante nos EUA, diz estudo

CIDADE DO MÉXICO (Thomson Reuters Foundation) - Quase nove de 10 norte-americanos acreditam que ainda existe um estigma em relação ao HIV, e 59% acham que é importante ser cuidadoso perto de pessoas soropositivas, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira.

Paciente com HIV segura medicamentos para seu tratamento 20/01/2015 REUTERS/Chaiwat Subprasom

Metade dos 2.506 norte-americanos adultos entrevistados na pesquisa realizada pelo grupo ativista GLAAD e para a empresa farmacêutica Gilead se consideram bem informados sobre HIV, e seis a cada 10 acreditam que ele pode ser tratado.

“Hoje, as pessoas que vivem com HIV estão vivendo vidas longas e saudáveis... mas o estigma que enfrentam persiste há tempo demais e provoca uma discriminação prejudicial”, disse a presidente-executiva do GLAAD, Sarah Kate Ellis, em um comunicado.

“As questões do HIV têm estado no radar, mas com os avanços no tratamento e na prevenção, precisamos educar urgentemente o púbico sobre os fatos a respeito do HIV hoje em dia.”

Em 2018, havia cerca de 1,2 milhão de pessoas soropositivas nos EUA, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

As mortes decorrentes da Aids, a doença causada pelo HIV, diminuíram acentuadamente desde o pico da epidemia, ocorrido em meados dos anos 1990, como mostram dados da ONU --menos de 8 mil norte-americanos sucumbem à doença a cada ano.

Embora não exista cura para o HIV, o vírus pode ser tratado com remédios antirretrovirais que o tornam indetectável quando há muito poucas cópias dele no sangue para aparecerem em exames de sangue convencionais.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), uma pessoa que usa corretamente os remédios para HIV não corre virtualmente nenhum risco de transmitir o vírus para seus parceiros sexuais.

Apesar disso, 59% dos norte-americanos, incluindo mais da metade dos LGBT+ norte-americanos, pesquisados concordaram que “é importante ter cuidado com as pessoas que vivem com o HIV para evitar pegá-lo”.

O estudo do GLAAD foi realizado em novembro e dezembro do ano passado pela internet.

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