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Japão marcará 75 anos do bombardeio atômico a Hiroshima e Nagasaki

Devastação causada em Hiroshima pela bomba atômica Departamento de Guerra/Arquivo Nacional dos EUA/Divulgação via REUTERS

TÓQUIO (Reuters) - Quinta-feira marcará 75 anos desde que os Estados Unidos lançou o primeiro ataque com bomba atômica do mundo na cidade de Hiroshima, seguido pelo segundo e último, três dias depois, em Nagasaki, vaporizando vidas, prédios e a disposição do Japão para a guerra.

Às 8h15 de 6 de agosto de 1945, o avião de guerra norte-americano B-29 Enola Gay lançou a bomba apelidada de “Little Boy” (menininho) e destruiu a cidade de Hiroshima, no sudoeste do país, matando 140.000 pessoas de uma população estimada em 350.000, com mais milhares morrendo depois de ferimentos e doenças relacionadas à radiação.

Em 9 de agosto, os Estados Unidos soltaram outra bomba, chamada de “Fat Man” (homem gordo), cerca de 420 kms ao sul, sobre Nagasaki, instantaneamente matando mais de 75.000 pessoas sob uma nuvem de cogumelo que subiu até 9.000 metros.

O Japão se rendeu seis dias depois, encerrando a Segunda Guerra Mundial.

Imagens de arquivo mostram a Hiroshima pré-bomba como uma cidade agitada e próspera, com homens embarcando em bondes, mulheres elegantemente vestidas com quimonos e crianças com uniformes escolares caminhando sob flores de cerejeira que pairavam nas ruas comerciais.

Após a explosão, destroços e metais retorcidos se estendiam quase sem fim ao horizonte. Postes de eletricidade e árvores nuas acompanhavam um punhado de prédios sem janelas que pareciam ter resistido ao impossível.

O Japão lembrará o 75º aniversário do bombardeio das duas cidades em 6 de agosto e 9 de agosto deste ano.

Em anos anteriores, o primeiro-ministro Shinzo Abe e prefeitos das cidades participaram de memoriais anuais e renovaram promessas por um mundo livre de armas nucleares. Sinos tocaram e um minuto de silêncio foi respeitado no exato momento em que as bombas detonaram nas duas cidades.

As cerimônias deste ano serão menores por causa da pandemia de Covid-19, com menos assentos e mensagens por vídeo de dignatários.

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