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Surto crescente de coronavírus faz premiê da Nova Zelândia adiar eleição em um mês

Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, em Sydney 28/02/2020 REUTERS/Loren Elliott

WELLINGTON (Reuters) - A primeira-ministra da Nova Zelândia adiou em um mês a eleição geral do país nesta segunda-feira, para 17 de outubro, já que a cidade de Auckland continua em isolamento devido a um surto crescente de coronavírus.

Jacinda Ardern se curvou à pressão para postergar a votação depois que partidos se queixaram de não poder fazer campanha com quase um terço dos 5 milhões dos habitantes do país confinados em Auckland.

“No final das contas, o dia 17 de outubro... proporciona tempo suficiente para os partidos se planejarem para a série de circunstâncias em que faremos campanha”, disse Ardern em uma coletiva de imprensa.

A premiê descartou adiar mais a eleição, em um momento em que seu Partido Trabalhista mantém uma grande vantagem sobre o conservador Partido Nacional nas pesquisas de opinião.

“Estamos todos no mesmo barco. Estamos todos fazendo campanha no mesmo ambiente”, disse ela.

A Nova Zelândia registrou nove casos novos de Covid-19 nesta segunda-feira, o que eleva o número de casos ativos a 78, e teve 1.280 casos e 22 mortes até agora.

Uma eleição mais próxima teria favorecido Ardern --seu sucesso em conter a Covid-19 e manter o país sem infecções durante 102 dias até o surto mais recente fortaleceu sua popularidade.

A votação estava marcada para 19 de setembro, e a lei neozelandesa exige que seja realizada até 21 de novembro. Agora o voto antecipado começará em 3 de outubro.

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