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Agentes de combate ao Ebola no Congo encerram greve contra salários atrasados

Agentes de saúde com roupa de proteção em instalação construída por MSF para tratar casos de Ebola em Goma 03/08/2019 REUTERS/Baz Ratner

GOMA, República Democrática do Congo (Reuters) - Agentes de saúde que combatem um surto de Ebola na República Democrática do Congo encerraram uma greve de três dias contra salários atrasados nesta segunda-feira, informaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades locais.

O vírus do Ebola se dissemina de forma constante por vilarejos remotos da província de Equateur, no oeste do Congo, desde que o primeiro caso foi identificado no dia 1º de junho, infectando 88 pessoas e matando 36.

No sábado, técnicos de laboratório locais, equipes de gerenciamento de casos e rastreadores de contatos impediram o acesso ao laboratório de exames de detecção de Ebola da cidade de Mbandaka, a capital provincial, disse Mory Keita, relator de incidentes de Ebola da OMS.

Eles protestavam contra a publicação recente do Ministério da Saúde de suas escalas de salários, que consideraram baixas demais, e por não estarem sendo pagos pelo governo desde o início da nova epidemia, explicou Keita.

O ministro da Saúde provincial, Bruno Efoloko, disse que o governador concluiu as negociações com os funcionários grevistas no final da tarde local desta segunda-feira.

“As negociações tiveram sucesso. O laboratório está operacional agora”, disse Efoloko à Reuters, acrescentando que alguns técnicos de laboratório voltaram ao trabalho após as conversas.

“O Ministério da Saúde promete examinar suas alegações”, disse Efoloko.

Em junho, o Congo comemorou o fim de outro surto de Ebola no leste do país, o segundo pior já registrado, que matou mais de 2.220 pessoas ao longo de dois anos.

A linhagem do vírus responsável pelo surto mais recente em Equateur é geneticamente diferente daquela da epidemia anterior, e se acredita que ela tem origem animal, disse a OMS.

Reportagem adicional de Hereward Holland

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