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Coreia do Sul endurece restrições do coronavírus ao ver aumento de infecções

Manifestantes protestam contra governo sul-coreano em Seul 15/08/2020 REUTERS/Kim Hong-Ji

SEUL (Reuters) - A Coreia do Sul endureceu as regras de distanciamento social nesta terça-feira, já que registrou um aumento de três dígitos de casos de coronavírus pelo quinto dia e as autoridades tiveram que correr para rastrear centenas de membros da congregação de uma igreja.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KCDC) relatou 246 casos novos até a meia-noite de segunda-feira, o que elevou seu total de infecções a 15.761, incluindo 306 mortes.

A Coreia do Sul tem sido um dos casos mundiais de sucesso na mitigação do coronavírus, mas vem sofrendo picos de casos repetidos.

Dois dias depois de readotar um distanciamento social mais rigoroso em Seul, o governo ampliou as restrições e incluiu a cidade portuária de Incheon, além de ordenar o fechamento de clubes noturnos, bares de karaokê, bufês e cibercafés.

Também foram proibidos os serviços presenciais em igrejas e reuniões de 50 pessoas ou mais em locais fechados e de 100 ou mais ao ar livre.

“Se não controlarmos o vírus agora, teremos que colocar o distanciamento social em níveis mais elevados, e isso teria um impacto grande na economia e no sustento das pessoas”, disse o primeiro-ministro, Chung Sye-kyun, em uma coletiva de imprensa depois de uma reunião de emergência.

Ao menos 457 pessoas infectadas foram ligadas à Igreja Sarang Jeil, dez das quais se confirmou terem participado de manifestações antigoverno nas últimas duas semanas em Seul, disse o vice-ministro da Saúde, Kim Gang-lip, em uma entrevista coletiva.

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