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Chefe da chinesa Sinopharm descarta preço alto para vacina contra coronavírus

Logo da Sinopharm em Hong Kong 29/03/2016 REUTERS/Bobby Yip

PEQUIM (Reuters) - Uma possível vacina contra coronavírus que está sendo desenvolvida por uma unidade da National Pharmaceutical Group (Sinopharm) pode não custar mais do que mil iuans (144,27 dólares) por um tratamento de duas doses, disse a mídia estatal chinesa nesta terça-feira citando o presidente da empresa, Liu Jingzhen.

A Sinopharm disse que sua vacina experimental pode estar pronta para uso público até o final deste ano. Ela entrou no estágio avançado dos testes em humanos nos Emirados Árabes Unidos para coletar provas de sua eficiência visando uma aprovação regulatória definitiva. Também foi firmado acordo com o governo do Estado do Paraná para testar a potencial vacina no Brasil.

“Ela não custará muito caro. Espera-se que custe algumas centenas de iuans por uma dose, e por duas doses deve ser menos de mil iuans”, disse Liu ao jornal Guangming Daily.

Governos e farmacêuticas de todo o mundo estão em uma corrida frenética para desenvolver uma vacina contra a Covid-19. Mais de 200 candidatas estão em desenvolvimento, mais de 20 delas nos testes clínicos em humanos.

No início deste mês, a Moderna Inc disse que volumes menores de sua vacina experimental custarão de 32 a 37 dólares por dose.

Em julho, o governo dos Estados Unidos firmou um acordo para uma vacina experimental sendo desenvolvida pela Pfizer e pela parceira BioNTech que lhe garante o suficiente para inocular 50 milhões de norte-americanos por cerca de 40 dólares por pessoa.

Liu não disse se o programa estatal de saúde pública da China cobrirá parte dos custos da vacina para os consumidores ou se esta poderia ser incluída no esquema de vacinação gratuita do país.

A China National Biotec Group (CNBG), uma unidade da Sinopharm, colocou duas linhas de vacina que utilizam o mesmo método em testes em humanos. Juntas, suas plantas de Wuhan e Pequim poderiam produzir mais de 200 milhões de doses do imunizante por ano.

Por Roxanne Liu e Brenda Goh

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