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Senadores republicanos debaterão planos de Trump para a Suprema Corte dos EUA

Presidente do Comitê Judiciário do Senado, Lindsey Graham 05/08/2020 Erin Schaff/Pool via REUTERS

(Reuters) - Senadores republicanos realizarão nesta terça-feira sua primeira reunião formal desde que a morte de Ruth Bader Ginsburg, juíza liberal da Suprema Corte, lhes deu a chance de consolidar uma maioria conservadora de 6 a 3 no tribunal antes da eleição presidencial de novembro.

O presidente Donald Trump exortou o Senado a votar rapidamente um indicado à Suprema Corte que ele pretende anunciar até sábado. As esperanças democratas de manter a vaga desocupada minguaram na segunda-feira quando dois senadores republicanos, Chuck Grassley e Cory Gardner, expressaram seu apoio a uma ação ligeira.

Os republicanos, que se reunirão para um almoço semanal nesta terça-feira, têm uma maioria de 53 a 47 no Senado, o que significa que seria preciso contar com a deserção de ao menos quatro republicanos para evitar a votação de um indicado de Trump.

Duas senadoras republicanas --Susan Collins, do Maine, e Lisa Murkowski, do Alasca-- disseram que o Senado não deveria confirmar a indicação antes da eleição.

Os democratas esperavam conseguir um endosso semelhante de Gardner, que enfrenta uma batalha de reeleição dura, e de Grassley, mas na segunda-feira ambos disseram que apoiam a votação de um nome qualificado escolhido por Trump antes da eleição.

O presidente do Comitê Judiciário do Senado, Lindsey Graham, que como Trump busca a reeleição em novembro, disse na noite de segunda-feira que os republicanos têm votos suficientes para apoiar o indicado do presidente antes do pleito.

“Avançaremos neste comitê, relataremos a indicação do comitê ao plenário do Senado dos Estados Unidos para podermos votar antes da eleição. Este é o processo constitucional”, disse ele à rede Fox News em uma entrevista.

Falando aos repórteres na segunda-feira, Trump disse que está prestes a escolher um ou dois candidatos dos cinco que estão sendo cogitados.

Duas juízas de tribunais federais de apelação indicadas por Trump são as francas favoritas: Amy Coney Barrett, do 7º tribunal distrital de apelação de Chicago, e Barbara Lagoa, do 10º tribunal distrital de apelação de Atlanta. Trump se encontrou com Barrett na Casa Branca na segunda-feira, de acordo com uma fonte a par da situação.

Reportagem de Jan Wolfe, Andrew Chung e Steve Holland; reportagem adicional de Lawrence Hurley, Susan Cornwell, Doina Chiacu, Susan Heavey e Jan Wolfe

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