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Ações da China em Hong Kong e Xinjiang são criticadas pelo Ocidente em fórum da ONU

GENEBRA (Reuters) - Potências ocidentais conclamaram a China nesta sexta-feira a restaurar os direitos legais básicos em Hong Kong e permitir inspeções em sua região remota de Xinjiang, onde mais de um milhão de uigures étnicos estão detidos.

Policial da tropa de choque prende manifestante depois de bandeira da China ser retirada de mastro em manifestação de apoio aos direitos humanos dos uigures de Xinjiang, em Hong Kong 22/12/2019 REUTERS/Lucy Nicholson

A repreensão dura à China ocorreu no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, onde União Europeia, Reino Unido, Austrália e Canadá estiveram entre os que expressaram preocupações crescentes a respeito das duas áreas.

“Nenhum Estado deveria estar acima da lei, chegou a vez da China”, disse John Fisher, da entidade Human Rights Watch, falando ao fórum em nome de mais de 300 grupos de ativistas.

Abdulxukur Abdurixit, que é uigur, exortou o conselho a nomear um investigador da Organização das Nações (ONU) em sua região nativa, dizendo: “Há um genocídio sendo cometido contra meu povo”.

“Minha família é mantida refém em um campo de concentração chinês. Meu irmão é forçado a montar carregadores de celular como trabalhador escravo. Seu carregador pode estar entre eles”, disse.

Um diplomata chinês rejeitou as “alegações infundadas” de delegações ocidentais, mas não as abordou.

A China nega maltratar uigures e disse que os campos proporcionam tratamento vocacional e são necessários para se enfrentar o extremismo.

O Reino Unido apelou à China para que esta preserve os direitos e as liberdades garantidos pela Declaração Sino-Britânica Conjunta em Hong Kong e para que mantenha a independência do Judiciário da antiga colônia britânica.

A nova lei de segurança imposta por Pequim a Hong Kong está “sendo implantada com a intenção aparente de eliminar a dissidência”, disse o lorde britânico Tariq Ahmad.

“Ela permite o processo de certos casos na China continental, uma jurisdição em que os réus muitas vezes são mantidos durante períodos longos sem acusação ou acesso a aconselhamento legal, e onde temos preocupações a respeito da independência judicial, do devido processo legal e de relatos de tortura”, disse.

Falando em nome da UE, a Alemanha expressou temores da “existência de uma rede ampla de campos de reeducação política, vigilância generalizada e restrições sistêmicas da liberdade de religião ou crença contra uigures e outras minorias” em Xinjiang.

Na semana passada, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que está debatendo com as autoridades chinesas uma possível visita a Xinjiang.

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