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Trump pretende nomear juíza Amy Coney Barrett para Suprema Corte, dizem fontes

Juíza Amy Coney Barrett, professora de direito da Universidade Notre Dame, posa em uma fotografia sem data obtida na Universidade Notre Dame em 19 de setembro de 2020 Matt Cashore/Notre Dame University/Divulgação via REUTERS

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve indicar no sábado a juíza conservadora do tribunal federal de apelações Amy Coney Barrett para preencher a vaga na Suprema Corte após a morte da juíza liberal Ruth Ginsburg, disseram duas fontes nesta sexta-feira.

A medida prepara terreno para o que promete ser uma batalha amarga para confirmação no Senado dos EUA, que é controlado pelos republicanos de Trump, a quem ele pediu que confirmem sua indicação antes da eleição de 3 de novembro nos EUA, quando ele busca um segundo mandato.

Barrett, de 48 anos, foi nomeada por Trump para a Corte de Apelações do 7º Circuito, com sede em Chicago, em 2017 e é conhecida por suas visões religiosas conservadoras. Os juízes da Suprema Corte recebem cargos vitalícios.

Se confirmada, a indicada de Trump daria aos conservadores uma maioria de 6 a 3 no tribunal em um momento de intensas divisões políticas nos Estados Unidos.

Trump planeja fazer a apresentação formal na Casa Branca no sábado.

Duas fontes confirmaram nesta sexta que Trump planeja nomear Barrett, mas alertaram que Trump pode mudar de ideia. O próprio Trump disse a repórteres que havia tomado sua decisão, mas se recusou a dizer quem era sua escolha.

Barrett tem sido vista como favorita ao posto, juntamente com a também juíza de tribunal de apelações Barbara Lagoa. Barrett já trabalhou como auxiliar do juiz conservador da Suprema Corte Antonin Scalia, que morreu em 2016.

A indicação de Trump tem o que parece ser um caminho livre para a confirmação do Senado antes de 3 de novembro, com os republicanos detendo uma maioria de 53 a 47 na Casa e apenas dois senadores do partido do presidente indicando oposição em avançar com o processo.

Trump fez duas nomeações anteriores para a Suprema Corte: Neil Gorsuch em 2017 e Brett Kavanaugh em 2018.

Reportagem de Lawrence Hurley e Mohammad Zargham

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