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Correa pede indulto para "mulas" do narcotráfico no Equador

QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Rafael Correa, cujo pai tentou entrar com drogas nos Estados Unidos, pediu nesta terça-feira à Assembléia Constituinte que perdoe centenas de detidos que atuaram como “mulas” humanas do narcotráfico. Ele considera que esses presos são vítimas, e não delinquentes.

Correa justificou seu pedido com a tese de que as “mulas” entraram nas redes do narcotráfico por necessidade, devido à falta de oportunidades econômicas e à pobreza que afeta cinco entre cada 10 equatorianos.

“Peço à Assembléia o indulto para centenas de homens e mulheres, aqueles seres humanos conhecidos como ‘mulas’, absurdamente encarcerados por anos. O castigo não tem nenhuma relação com a infração”, disse Correa durante o pronunciamento sobre o seu primeiro ano de mandato.

O presidente equatoriano não especificou se o indulto alcançaria aos pequenos traficantes equatorianos ou se aplicará aos estrangeiros que cumprem penas nas prisões do país, que é considerado importante para as rotas do comércio ilegal de drogas.

Correa tampouco disse se o indulto seria geral ou se seriam consideradas agravantes para classificar os potenciais beneficiários.

A legislação equatoriana prevê uma condenação de até 12 anos por esse delito.

Correa reconheceu publicamente que seu pai foi condenado nos EUA por tráfico de drogas.

O líder nacionalista, que tem elevado nível de popularidade, atribuiu a atitude de seu pai ao desespero para sustentar a família.

O país não tem registro do número de equatorianos que cumprem pena por esse delito. As forças de segurança capturam “mulas” em portos e aeroportos diariamente.

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