March 31, 2009 / 3:34 PM / 10 years ago

Netanyahu nomeia governo e oferece paz a palestinos

Por Jeffrey Heller

Futuro premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, durante sessão do Parlamento para aprovação de seu novo governo, nesta terça-feira. REUTERS/David Silverman/Pool

JERUSALÉM (Reuters) - Benjamin Netanyahu teve seu governo de tendência direitista aprovado pelo Parlamento israelense na terça-feira e assegurou a líderes palestinos que a paz com Israel é possível.

Netanyahu, cujo partido de direita Likud está à frente da coalizão negociada após a eleição de 10 de fevereiro, também criticou o Irã e o “islamismo extremista” por ameaçar a existência do Estado judeu.

“O maior perigo para a humanidade e para o nosso Estado de Israel vem da possibilidade de um regime radical se munir de armas nucleares”, afirmou ele, numa referência indireta ao Irã.

Em seu retorno ao poder 10 anos após cair como primeiro-ministro, Netanyahu listou o seu ministério, que inclui o ultranacionalista Avigdor Lieberman como ministro das Relações Exteriores. As políticas do agora chanceler voltadas aos árabes israelenses têm preocupado a comunidade internacional.

O Parlamento aprovou as indicações após um debate que durou seis horas, por 69 votos a 45, com cinco abstenções.

“Digo à liderança palestina que, se vocês realmente querem a paz, nós podemos alcançar a paz”, disse Netanyahu à sessão do Knesset que foi interrompida por manifestações de parlamentares árabes e de esquerda.

Ele propôs negociações em “três vias paralelas, econômica, diplomática e de segurança” com a Autoridade Palestina.

Ao descrever um acordo final de paz sob o qual palestinos comandariam seus próprios negócios, Netanyahu não fez nenhuma menção específica ao estabelecimento de um Estado palestino - demanda-chave do presidente Mahmoud Abbas e apoiada por Washington.

O pacto da coalizão que une os diversos partidos, no entanto, contém a promessa de respeitar os acordos internacionais de Israel, uma fórmula que inclui a concordância com um Estado palestino.

“Sob um acordo permanente, os palestinos terão toda a autoridade necessária para governar eles mesmos, à exceção daqueles que ameaçariam a existência e a segurança de Israel”, afirmou ele.

ROTA DE COLISÃO

Qualquer coisa menos do que um compromisso explícito com a chamada solução de dois Estados ao conflito entre israelenses e palestinos pode colocar Netanyahu em rota de colisão com Washington e a União Europeia.

Autoridades palestinas dizem que Netanyahu precisa aprovar claramente a solução para que as negociações de paz, atualmente paralisadas, tenham sucesso.

Ele tem dito que quer centralizar as negociações na revitalização da economia palestina na Cisjordânia e não em questões territoriais que têm barrado o progresso nas discussões.

Netanyahu, assim como seu antecessor, Ehud Olmert, disse que Israel não vai tolerar que o Irã obtenha armas por meio de seu programa nuclear. O Irã nega que tenha como objetivo desenvolver esse tipo de arma. Acredita-se que Israel seja atualmente a única potência nuclear do Oriente Médio.

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