April 28, 2009 / 11:54 AM / 10 years ago

Israel e Nova Zelândia confirmam casos de gripe suína

Por Catherine Bremer

Funcionário do Hospital Laniado em Netanya, Israel. 28/04/2009. REUTERS/Gil Cohen Magen

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Nova Zelândia e Israel confirmaram na terça-feira casos da gripe suína que já matou até 149 pessoas no México e ameaça se transformar em pandemia.

A Organização Mundial da Saúde elevou para 4 o nível de alerta contra pandemias (numa escala de 1 a 6), e os mercados financeiros globais despencam pelo segundo dia consecutivo na terça-feira, refletindo os temores de que a doença afete os frágeis indicadores de recuperação econômica.

Ninguém morreu fora do México, mas há mais de 50 casos confirmados nos EUA, além de seis no Canadá, dois na Espanha e dois na Escócia. Há possíveis casos sendo submetidos a exames também em lugares tão distantes quanto Coreia do Sul, Brasil e Austrália.

O ministério neozelandês da Saúde disse que 3 de 11 pessoas que participaram de uma recente excursão escolar ao México deram positivo, e que as outras 8 ainda aguardam exames.

Em Israel, um dos pacientes é um homem de 26 anos que recentemente esteve no México. Um segundo homem israelense também testou positivo para a doença após ter retornado do México, informou o Ministério da Saúde de Israel.

“Sua condição é boa, mas ele está sendo mantido hospitalizado para observação”, disse Einay Shimron, porta-voz do Ministério da Saúde.

Um dos mistérios do atual surto é por que os casos fora do México são relativamente benignos. A OMS diz que a transmissão está sendo entre humanos e desaconselhou viagens não-essenciais a locais onde há focos da doença. A entidade, no entanto, disse que não havia necessidade de restrições às viagens e interdição de fronteiras.

As Bolsas da Ásia e da Europa operavam em queda na terça-feira, especialmente as ações de companhias aéreas. Já os papéis de laboratórios farmacêuticos registraram alta.

O iene atingiu seu maior valor em sete semanas frente ao euro e sua maior cotação em um mês frente ao dólar, refletindo o fato de que os investidores reduziram sua exposição a moedas consideradas de maior risco.

O petróleo caiu 2 por cento, indo abaixo da marca dos 50 dólares por barril.

Grã-Bretanha, França, Alemanha e Estados Unidos alertaram seus cidadãos a não irem ao México, que tem no turismo a sua terceira maior fonte de divisas. O Japão aconselhou cidadãos que estejam no México a voltarem logo, argumentando que depois poderia ficar difícil sair e que pode não haver atendimento médico adequado no país.

A China prometeu divulgar imediatamente eventuais casos. A imprensa estatal cobrou das autoridades que evitem o tipo de acobertamento que provocou pânico durante a epidemia de Sars em 2003.

Reportagem de Jonathan Lynn e Stephanie Nebehay, em Genebra; Maggie Fox, em Washington; Helen Popper, Robin Emmott e Mica Rosenberg, na Cidade do México; Tan Ee Lyn, em Hong Kong; e Lincoln Feast, em Cingapura

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