August 7, 2010 / 2:27 PM / 10 years ago

Aprovação de Sarkozy sobe com novas medidas contra o crime

Por Daniel Flynn

PARIS (Reuters) - A popularidade do presidente Nicolas Sarkozy cresceu após seu anúncio de novas e duras medidas contra o crime e a imigração ilegal, mas mais de metade dos eleitores dizem que ele ainda não está enfrentando os problemas do país.

Uma pesquisa publicada neste sábado mostrou que a porcentagem de franceses que confiam em Sarkozy subiu para 34 por cento no início de agosto, dois pontos percentuais acima da enquete do mês anterior.

Entretanto, 61 por cento dos eleitores afirmaram não confiar no líder conservador de 55 anos, que deve tentar a reeleição a um novo mandato de cinco anos em 2012 apesar de seus resultados fracos nas pesquisas.

O primeiro-ministro François Fillon, visto como possível concorrente de Sarkozy dentro do partido governista UMP, se saiu melhor: 40 por cento dizem confiar nele, e 54 por cento não. Fillon pode ser substituído em uma mudança no gabinete anunciada pelo mandatário para outubro.

O levantamento foi realizado entre 4 e 5 de agosto, uma semana depois de Sarkozy divulgar seus planos para um fortalecimento da segurança durante uma visita à cidade de Grenoble, no sudeste francês, cenário de conflitos em meados de julho causados pela morte de um homem de origem árabe que fugia da polícia.

Uma pesquisa publicada na quinta-feira mostrou que os franceses apóiam maciçamente as novas medidas propostas por Sarkozy, ele mesmo filho de um pai húngaro e uma mãe francesa de ascendência judia grega.

O estudo de quinta-feira disse que cerca de 89 por cento dos entrevistas concordam com os planos de forçar criminosos a usar etiquetas eletrônicas durante anos depois de cometer um crime, enquanto 70 por cento apóiam uma iniciativa para retirar a nacionalidade francesa de pessoas com raízes imigrantes declaradas culpadas pela morte de policiais.

Partidos da oposição, grupos de direitos humanos e sindicatos anunciaram esta semana que irão realizar grandes passeatas por toda a França no dia 4 de setembro para protestar contra as medidas, que dizer ser xenofóbicas.

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