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Paraguai chama embaixadora dos EUA, após revelação no WikiLeaks

ASSUNÇÃO (Reuters) - O governo paraguaio disse nesta segunda-feira que “convidou” a embaixadora dos EUA para uma reunião para obter informações sobre telegramas diplomáticos de Washington, revelados pelo site WikiLeaks, que contêm dados referentes ao Paraguai.

O chanceler Héctor Lacognata disse a jornalistas que, se as informações se confirmarem, será uma ingerência em assuntos internos de outro país e um fato grave.

“Se for confirmado, será um fato que poderá ser considerado grave. Mas estamos falando de suposições, e precisamos avançar na investigação e falar com os principais envolvidos. É uma questão delicada, que requer prudência”, disse o ministro.

Órgãos da imprensa local disseram, citando dados do site de vazamento de dados classificados WikiLeaks, que os EUA investigaram um possível apoio financeiro do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao presidente paraguaio, Fernando Lugo, durante a campanha que levou Lugo ao governo em 2008, além de pedir informações sobre candidatos presidenciais.

Washington também teria pedido a sua embaixada em Assunção que investigasse a eventual presença de grupos terroristas islâmicos na região da Tríplice Fronteira, no leste do país, onde confluem cidades do Paraguai, Brasil e Argentina.

Reportagem de Daniela Desantis

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