May 17, 2011 / 9:18 PM / 8 years ago

Chefe da estatal do petróleo líbia desertou, dizem rebeldes

Por Joseph Logan

Presidente da National Oil Corporation Chairman (NOC), Shokri Ghanem, durante entrevista à Reuters em março, em Trípoli. Shokri abandou seu cargo e desertou do governo de Muammar Gaddafi, disseram nesta terça-feira rebeldes que lutam para encerrar os 41 anos do líder no poder. 02/03/2011 REUTERS/Chris Helgren

TRÍPOLI (Reuters) - O presidente da poderosa National Oil Corporation (NOC), a estatal de petróleo da Líbia, abandou seu cargo e desertou do governo de Muammar Gaddafi, disseram nesta terça-feira rebeldes que lutam para encerrar os 41 anos do líder no poder.

Os insurgentes declararam desconhecer o paradeiro de Shokri Ghanem, e não houve confirmação independente ou comentário das autoridades líbias. Redes de TV árabes relataram a deserção de Ghanem na noite de segunda-feira, e disseram que ele deixou a Líbia.

“Até onde sabemos ele deixou o cargo, é o que soubemos nas últimas 24 horas”, disse à Reuters Ali Tarhouni, ministro das Finanças e do Petróleo dos rebelde, durante uma visita a Doha, acrescentando não saber onde Ghanem está.

Tarhouni também disse que espera representar a Líbia em uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em junho.

Os rebeldes e a mídia árabe já tinham relatado anteriormente a saída de Ghanem do posto, mas naquela ocasião ele reapareceu e disse estar no cargo e trabalhando como sempre.

A deserção, se confirmada, seria um golpe no governo de Gaddafi, que combate um levante de três meses de insurgentes que tomaram Benghazi e o leste produtor de petróleo do país norte-africano com apoio dos bombardeios da Otan.

Para piorar a situação do líder, o promotor do Tribunal Penal Internacional pediu na segunda-feira um mandato de prisão para Gaddafi, acusando-o de matar manifestantes.

Luis Moreno-Ocampo também solicitou aos juízes a prisão de Saif al-Islam, filho de Gaddafi, e de Abdullah al-Senussi, seu cunhado e chefe da espionagem. Agora os juízes precisam determinar se há provas suficientes para emitir os mandatos.

Representantes do governo de Gaddafi eram esperados em Moscou nesta terça-feira e a Rússia espera receber enviados dos rebeldes em breve, disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

“Estamos prontos para conduzir o diálogo com todos”, declarou ele em uma reunião com o enviado da ONU para a Líbia, Abdelilah al-Khatib.

Lavrov repetiu o pedido russo pelo fim dos combates na Líbia e pelo início das conversas. “Estamos muito, muito interessados na interrupção mais rápida possível do banho de sangue na Líbia e em sua transferência para o canal do diálogo político.”

As conversas indicam o desejo da Rússia de preservar sua influência na Líbia, onde tem bilhões de dólares em acordos de armas, energia e infraestrutura.

A Rússia, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU com direito a veto, se absteve de votar a resolução que autorizou a intervenção militar na Líbia e acusou a Otan de ir além dos termos da resolução em seus bombardeios.

Reportagem de Regan Doherty em Doha; Guy Faulconbridge e Steve Gutterman em Moscou; Tarek Amara em Túnis; Joseph Nasr em Berlim; Peter Apps em Londres; David Brunnstrom em Bruxelas; e Sami Aboudi no Cairo

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