April 3, 2012 / 3:23 PM / 7 years ago

França quer comunicado do Conselho de Segurança sobre Mali

Por John Irish

PARIS, 3 Abr (Reuters) - A França está pressionando o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para emitir um comunicado sobre o Mali nesta terça-feira a fim de mostrar o seu apoio aos esforços da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para encontrar uma solução para a crise.

Falando a jornalistas, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores francês, Bernard Valero, disse que Paris havia apresentado vários tópicos de discussão que gostaria que o Conselho de Segurança apoiasse.

Durante um longo período o Mali foi uma das democracias mais estáveis da África Ocidental, mas o país mergulhou em crise desde um golpe amplamente condenado em 22 de março que encorajou os rebeldes tuaregues a tomarem metade do país em sua busca por um território ao norte.

Islâmicos empenhados em impor a sharia -a lei islâmica- em todo o território do país muçulmano moderado se juntaram aos rebeldes, tornando-se um problema de segurança para uma região que luta contra agentes da Al Qaeda e grupos militantes locais, tais como o Boko Haram da Nigéria.

Valero, que voltou de uma reunião da CEDEAO com o chanceler francês, Alain Juppé, na segunda-feira, disse que Paris havia proposto que o Conselho de Segurança da ONU declarasse o seu apoio à unidade e integridade territorial do Mali, pedisse o fim imediato da rebelião, restaurasse a ordem constitucional e condenasse os ataques cometidos pelo braço norte-africano da Al Qaeda, o AQIM.

Juppé disse no fim de semana que Paris descartou uma intervenção militar tal como aconteceu no ano passado na Costa do Marfim. Afirmou que a França poderia, no entanto, fornecer apoio logístico se a CEDEAO decidisse enviar tropas.

A CEDEAO decidiu na segunda-feira impor sanções comerciais, diplomáticas e financeiras à junta militar do Mali com efeito imediato. Chefes militares do bloco regional vão discutir ainda nesta semana a “ativação” de uma força militar para ficar de prontidão, mas não deu detalhes sobre quando e como ela seria implantada.

A França, ex-governante colonial, é o quarto maior fornecedor de ajuda de Mali -uma fonte vital de renda em um dos países mais pobres do mundo- e também treina e equipa as forças do governo.

Desde a rebelião, Paris suspendeu sua cooperação, mas manteve a ajuda à população e aconselhou seus 5.000 cidadãos que vivem no país a sair de lá.

Reportagem de Alison Williams

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