7 de Novembro de 2012 / às 02:12 / em 5 anos

Três Estados dos EUA votam legalização da maconha para fim recreativo

Por Alex Dobuzinskis

6 Nov (Reuters) - Eleitores de três Estados dos EUA participaram na terça-feira de um referendo sobre a legalização do uso recreativo da maconha, medida que pode levar a um impasse com o governo federal.

As pesquisas indicam vitória da proposta no Estado de Washington e no Colorado, mas a derrota da iniciativa no Oregon. Até agora, nenhum Estado dos EUA autoriza o uso da maconha para fins recreativos.

As três propostas preveem que a droga seria tributada e vendida em lojas especiais, apenas para maiores de 21 anos.

Mas a perspectiva de legalização da maconha, que o governo federal considera ser uma droga ilícita e perigosa, gera preocupações sobre como manter motoristas “chapados” longe das ruas, e como impedir que adolescentes tenham acesso à droga.

“Estamos arriscando muita coisa simplesmente porque as pessoas querem comprar maconha numa loja”, disse Kevin Sabet, ex-assessor do governo Obama para questões de narcóticos.

Os patrocinadores da medida angariaram 6 milhões de dólares para a propaganda em Washington, na Costa Oeste, segundo registros financeiros da campanha. No Colorado, as doações chegaram a quase 2 milhões de dólares.

Já no Oregon, a campanha feita por ativistas não conseguiu convencer o eleitorado.

Os Estados de Washington e Oregon realizam eleições pelo correio, mas no Colorado os eleitores efetivamente foram às urnas na terça-feira.

A aposentada Jean Henderson, 73 anos, moradora de Broomfield, no Colorado, disse ter votado pela legalização. “Não é pior do que o álcool, e de qualquer forma é amplamente usada no Colorado. O Estado pode se beneficiar dos impostos em vez de colocar as pessoas na cadeia.”

Colorado, Washington e Oregon já estão entre os 17 Estados que, junto com o Distrito de Columbia (capital), autorizam o uso médico da maconha.

Ethan Nadelmann, diretor-executivo da Aliança para a Política de Drogas, cujos grupos afiliados financiaram iniciativas de legalização atuais e do passado, disse estar mais otimista do que antes do referendo de 2010 na Califórnia, em que a legalização para fins recreativos foi rejeitada.

“Temos visto uma maré de apoio nesta semana final”, afirmou.

Pesquisa divulgada no sábado pelo instituto Public Policy Polling, com margem de erro de 3,2 pontos percentuais, indicou 53 por cento de apoio à legalização em Washington.

No Colorado, uma recente pesquisa da empresa SurveyUSA para o jornal Denver Post deu 50 por cento a favor e 44 por cento contra. A margem de erro era de 3,8 pontos percentuais.

No Oregon, a legalização tinha apenas 42 por cento de apoio, segundo pesquisa da Elway Research para o jornal The Oregonian. A margem de erro era de 5 por cento.

Massachusetts e Arkansas fazem na terça-feira referendos sobre o uso medicinal, e os eleitores de Montana poderão rejeitar uma lei de 2011 que restringiu o uso medicinal, levando ao fechamento de várias farmácias especializadas.

Reportagem adicional de Keith Coffman no Colorado e Jonathan Kaminsky em Washington

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