1 de Fevereiro de 2013 / às 12:32 / em 5 anos

Ataque suicida mata guarda da embaixada dos EUA na Turquia

ANCARA, 1 Fev (Reuters) - Um homem-bomba matou nesta sexta-feira um segurança turco na embaixada dos Estados Unidos em Ancara, capital da Turquia, ao se explodir na porta de uma entrada lateral do edifício, espalhando fumaça e destroços pela rua.

Policiais inspecionam local após explosão diante da embaixada dos EUA em Ancara, na Turquia. 01/02/2013 REUTERS/Ihlas News Agency/IHA

O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, disse ao vivo na TV turca que se tratou de um ataque suicida e pediu um esforço global para combater “elementos terroristas.”

O governador de Ancara, Alaaddin Yuksel, afirmou que o agressor estava dentro da propriedade norte-americana quando os explosivos foram detonados. A explosão lançou pedaços de alvenaria para fora, mas não parece ter havido dano estrutural importante. O homem-bomba morreu.

O embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Francis Ricciardone, saiu logo após a explosão pela porta principal do edifício, que é cercada por muros altos, para conversar com jornalistas em meio a um esquema de segurança. Um helicóptero da polícia turca sobrevoava o local.

“Estamos muito tristes, claro, pois perdemos um de nossos guardas turcos no portão”, disse Ricciardone, agradecendo às autoridades da Turquia por sua resposta imediata.

Uma testemunha da Reuters viu uma pessoa ferida sendo levada por uma ambulância, enquanto policiais armados com fuzis de assalto isolavam a área.

“Foi uma explosão enorme. Eu estava sentado na minha loja quando tudo aconteceu. Vi no chão o que parecia ser uma parte de um corpo”, disse o agente de viagens Kamiyar Barnos. A vitrine da loja dele, situada a uns 100 metros de distância da explosão, ficou estilhaçada.

Uma testemunha disse que a explosão foi audível a mais de um quilômetro de distância. Nenhum grupo reivindicou de imediato a responsabilidade pelo atentado. O Consulado Geral Britânico na Turquia afirmou que a suspeita era de “ataque terrorista”.

Radicais islâmicos, grupos de extrema esquerda e de extrema direita e militantes separatistas curdos realizaram ataques na Turquia no passado.

A principal ameaça à segurança doméstica vem do separatista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia e Turquia, mas o PKK tem centrado a sua campanha, em grande parte, nos alvos nacionais.

A Turquia defende a intervenção internacional na vizinha Síria e abriga centenas de soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dos Estados Unidos, Alemanha e Holanda que operam um sistema de defesa antimísseis Patriot ao longo de sua fronteira com a Síria, situada a centenas de quilômetros de distância da capital.

Reportagem de Jonathon Burch

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