1 de Fevereiro de 2013 / às 23:18 / em 5 anos

Rússia e ONU minimizam reunião com oposição síria

Por Khaled Yacoub Oweis

AMÃ, 1 Fev (Reuters) - A Rússia e a Organização das Nações Unidas minimizaram na sexta-feira declarações da oposição síria sobre uma reunião do seu líder com representantes da ONU, de Moscou e de Washington durante uma conferência de segurança no sábado em Munique.

Mas uma fonte diplomática russa não descartou que a reunião possa ocorrer “espontaneamente” durante o encontro da Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa.

Se ocorrer, será a primeira vez que os EUA e a Rússia, em posições antagônicas diante da guerra civil na Síria, estabelecem um diálogo conjunto com a oposição ao regime de Bashar al Assad.

Fontes da oposição haviam dito na sexta-feira que o presidente da Coalizão Nacional, Moaz Alkhatib, iria se reunir em Munique com o chanceler russo, Sergei Lavrov, com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e com o enviado especial da ONU para a questão síria, Lakhdar Brahimi.

Mas um funcionário da ONU e um diplomata graduado da Rússia disseram que não há planos para um encontro conjunto.

“O enviado especial da ONU não está envolvido em quaisquer reuniões trilaterais”, disse um funcionário da ONU em Munique. No entanto, Brahimi tem encontros bilaterais previstos com Biden, Alkhatib e Lavrov.

O vice-chanceler russo Gennday Gatilov disse que Lavrov não tem planos de participar de nenhuma reunião ampliada.

“Relatos na imprensa sobre uma reunião em Munique no formato Lavrov-Biden-Brahimi e com o representante da oposição síria Alkhatib não correspondem à realidade”, disse ele.

Lavrov ainda não se reuniu com Alkhatib, que em dezembro rejeitou um convite da Rússia para ir a Moscou dialogar, e cobrou do chanceler russo um pedido de desculpas pelo que ele disse ser uma política de intervenção na Síria e apoio a Assad por parte da Rússia.

A Rússia, principal fornecedora de armas para Assad, já bloqueou três resoluções do Conselho de Segurança da ONU a respeito do conflito da Síria, que matou mais de 60 mil pessoas em 22 meses.

Nesta semana, Alkhatib foi contestado por outros membros da oposição depois de declarar que estava disposto a se reunir com autoridades sírias para discutir uma transição, desde que Assad renuncie de antemão e dezenas de milhares de presos políticos sejam libertados.

Um membro graduado da Coalizão disse à Reuters que essa posição de Alkhatib foi o que atenuou a resistência de Moscou a uma reunião.

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