March 12, 2013 / 11:15 AM / 6 years ago

Malvinas votam esmagadoramente a favor da continuidade britânica

Moradores das Ilhas Falklands, ou Malvinas, reagem após ouvirem resultado do referendo, em Port Stanley. Os habitantes das ilhas Malvinas votaram quase de forma unânime por continuar sendo um território britânico, em um referendo que busca obter o apoio mundial enquanto a Argentina intensifica sua reivindicação de soberania sobre a região. 11/03/2013 REUTERS/Marcos Brindicci

Por Marcos Brindicci e Juan Bustamante

PUERTO ARGENTINO, Ilhas Malvinas, 12 Mar (Reuters) - Os habitantes das ilhas Malvinas votaram quase de forma unânime por continuar sendo um território britânico, em um referendo que busca obter o apoio mundial enquanto a Argentina intensifica sua reivindicação de soberania sobre a região.

A contagem oficial mostrou, na noite de segunda-feira, que 99,8 por cento dos moradores da ilha votaram a favor de continuar sendo um território britânico no exterior, num referendo de dois dias que foi ignorado pela Argentina, que o classificou como uma estratégia publicitária sem sentido.

Só foram registrados três votos para a opção “não”.

“Seguramente, esta deve ser a mensagem mais forte que podemos enviar para o mundo”, afirmou Roger Evans, um dos oito membros eleitos da Assembleia Legislativa das Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos.

“A mensagem de que estamos felizes, que queremos manter o status quo... com o direito a determinar nosso próprio futuro e não nos convertermos em uma colônia argentina”, acrescentou.

O patriotismo está em alta nas inóspitas e tempestuosas ilhas, que se encontram na ponta da Patagônia, e o comparecimento foi de 92 por cento dos 1.649 habitantes nascidos nas Malvinas e moradores de longo prazo registrados para votar.

A 31 anos de uma guerra entre a Grã-Bretanha e a Argentina pelo arquipélago do Atlântico Sul, os moradores sentem-se perturbados pelas reivindicações cada vez mais fortes da Argentina sobre as Malvinas.

Políticos locais esperam que a votação contundente pelo “sim” ajude-os a obter apoio internacional, por exemplo dos EUA, que adotaram uma posição neutra diante do tema da soberania.

Reportagem adicional de Magali Cervantes, em Puerto Argentino, e Helen Popper, em Buenos Aires

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