May 8, 2013 / 11:50 PM / 6 years ago

Peru reduz pobreza em 2012 mas ainda deve melhorar distribuição

LIMA, 8 Mai (Reuters) - A pobreza no Peru caiu 2 pontos percentuais no ano passado, a 25,8 por cento da população, segundo relatório do governo, mas o país rico em recursos naturais ainda deve distribuir melhor os benefícios de um dos maiores crescimentos da América Latina.

O estudo divulgado nesta quarta-feira, que comparou o gasto de uma pessoa com o custo de uma cesta básica, mostrou que a pobreza continua afetando principalmente as áreas rurais, apesar de muitas regiões abrigarem enormes reservas mineiras.

Embora a pobreza tenha diminuído, essa porcentagem ainda está longe dos 15 por cento com que o presidente do país, Ollanta Humala, espera concluir seu mandato, em julho de 2016.

No total, 7,8 milhões de pessoas eram pobres no Peru até o ano passado, 509 mil a menos do que em 2011, segundo o relatório apresentado pelo Instituto Nacional de Estatística e Informática (INEI).

“Em 2012 a pobreza na área rural afeta 53 por cento da população, na área urbana 16,6 por cento. A maior redução da pobreza se observa na área rural”, disse o chefe do instituto, Alejandro Vílchez, em entrevista coletiva.

“Essa redução reflete os efeitos do crescimento sustentável da economia, que chegou às regiões onde se concentram os maiores níveis de pobreza, que é onde os programas sociais estão focados”, acrescentou.

A pobreza no Peru, país com uma população de quase 30 milhões de pessoas, diminuiu 3 pontos percentuais na zona rural e 1,4 ponto percentual na urbana, segundo o relatório.

Ainda assim, a pobreza extrema alcançou 6 por cento da população, ou 1,8 milhão de pessoas, no ano passado, 0,3 ponto percentual a menos que em 2011, já que seus gastos não conseguiram cobrir uma cesta básica de alimentos.

“A redução da pobreza extrema é menor porque se trata de uma população com múltiplas privações que reside em áreas de difícil acesso”, explicou Vílchez.

A economia peruana cresceu 6,3 por cento no ano passado e terá um avanço semelhante neste ano.

Para Javier Herrera, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, a maior parte da redução da pobreza foi proporcionada pelo crescimento econômico, mas se esse crescimento tivesse sido melhor distribuído, teria havido menos pobres no ano passado.

Reportagem de Patricia Vélez

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